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A segurança no turismo de aventura
27/05/2019 - Ecoturismo

foto: Blog da Escalada
 
O turismo de aventura pode ser caracterizado como o movimento das pessoas de um lugar para outro fora de sua zona de conforto para exploração ou viagem para áreas remotas, áreas exóticas e possivelmente hostis. É um tipo de turismo em que o turista faz algumas atividades de aventura como paraquedismo, escalada, mergulho, etc. Muito popular entre os turistas jovens, vem permitindo que os turistas saiam da sua zona de conforto. Isso pode ser causado por um choque cultural ou pela realização de atos que exigiram algum grau de risco (real ou percebido) e perigo físico. Mas, há os requisitos de um sistema de gestão da segurança para prestadores de serviços de atividades de turismo de aventura que deem ser cumpridos.

Normalmente, a viagem de aventura é uma atividade de lazer que ocorre em um destino incomum, exótico, remoto ou deserto. Ele tende a estar associado a altos níveis de atividade do participante, a maioria ao ar livre.

Os viajantes de aventura esperam experimentar vários níveis de risco, excitação e tranquilidade, e ser testados pessoalmente. Em particular, eles são exploradores de partes exóticas do planeta e também buscam desafios pessoais.

Historicamente, os seres humanos estão viajando desde os tempos antigos para a busca de alimentos e por muitas razões de sobrevivência. Os humanos têm se aventurado em viagens de aventura por centenas de anos por meio da exploração. As pessoas viajavam nos tempos antigos para explorar as raízes do mar, o novo destino ou até mesmo um novo país.



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No entanto, as viagens de aventura comercial se tornaram um fenômeno novo, em que os viajantes contratam um guia profissional para fornecer uma gama de suporte técnico e equipamentos, bem como interpretação cultural e da natureza. Em meados do século XIX, os aventureiros começaram a empurrar os limites da escalada de montanhas e do rafting, com a primeira ascensão do Matterhorn em 1865 e a descida do Rio Colorado em 1869.

Depois, duas instituições-chave foram formadas: a National Geographic Society e o Explorers Club que apoiam o turismo de aventura continuamente. Em meados da década de 1950, muitas das primeiras ascensões e descidas atraíram a atenção global e inspiraram muitas pessoas a tentar suas próprias expedições.

A subida de Annapurna a Maurice Herzog em 1950, a escalada de Sir Edmund Hillary e Tenzig Norgay do Monte Everest e outros sucessos foram aclamados pelos meios de comunicação em todo o mundo. Esta foi a decolagem do turismo de aventura moderno. Hoje, o turismo de aventura é um setor vibrante, dinâmico e de mudanças rápidas, com novas variantes rotineiramente adicionadas à experiência possível.

NBR ISO 21101 de 11/2014 – Turismo de aventura – Sistemas de gestão da segurança – Requisitos, estabelece os requisitos de um sistema de gestão da segurança para prestadores de serviços de atividades de turismo de aventura. Um prestador pode utilizar esta norma para melhorar o desempenho de segurança; atender às expectativas de segurança para o participante e a equipe de trabalho; demonstrar a prática segura; apoiar a conformidade com os requisitos legais aplicáveis. Esta norma pode ser utilizada por todos os tipos e tamanhos de prestadores que operam em diferentes ambientes geográficos, culturais e sociais.


O turismo de aventura é uma indústria global que cresce em importância. Se providas em uma base comercial, sem fins lucrativos ou de caridade, as atividades de turismo de aventura envolvem um elemento de risco e de desafio que é inerente e aceito

Correr riscos traz recompensas, porém também traz perigos. A fim de maximizar as recompensas, os prestadores de serviço das atividades de turismo de aventura precisam operar de maneira tão segura quanto praticável. Esta norma, o ISO/TR 21102, e a NBR ISO 21103 provêm uma base para os prestadores de serviço das atividades de turismo de aventura para planejar, comunicar e realizar as atividades de turismo de aventura de maneira tão segura quanto praticável.

A implementação efetiva desta norma, do ISO/TR 21102 e da NBR ISO 21103 auxiliará os consumidores a fazerem escolhas informadas sobre as atividades e os prestadores de serviço. A finalidade das normas de turismo de aventura é estabelecer os requisitos mínimos para sistemas de gestão da segurança e comunicação aos participantes.

Elas são entidades independentes, uma vez que elas se aplicam a diferentes aspectos do turismo de aventura. Esta norma especifica como a organização de turismo de aventura gerencia suas operações em termos de segurança; o ISO/TR 21102 provê dados sobre a competência mínima de condutores das atividades de turismo de aventura; a NBR ISO 21103 especifica as informações mínimas a serem comunicadas aos participantes e aos potenciais participantes antes, durante e após as atividades, para garantir a segurança.

A finalidade desta norma é estabelecer os requisitos mínimos para um sistema de gestão da segurança para prestadores de serviço das atividades de turismo de aventura. Um processo de gestão de riscos é parte integrante de um sistema de gestão da segurança.

Um sistema de gestão da segurança provê a estrutura para a melhoria contínua e contribui para a realização segura das atividades de turismo de aventura. A abordagem do sistema de gestão da segurança incentiva os prestadores de serviço a analisar suas atividades de turismo de aventura, entender os requisitos dos participantes, definir os processos que garantam a segurança e manter esses processos sob controle.
 

foto: Top Destinos Turísticos

Ao planejar o sistema de gestão da segurança do turismo de aventura, a organização deve considerar algumas questões, os requisitos citados e determinar os riscos e oportunidades que precisam ser abordados para: assegurar que o sistema de gestão da segurança do turismo de aventura pode alcançar o (s) resultado (s) pretendido(s); evitar, ou reduzir, efeitos indesejáveis; alcançar a melhoria contínua.

A organização deve planejar: ações para abordar esses riscos e oportunidades; e como integrar e implementar as ações em seus processos do sistema de gestão da segurança do turismo de aventura; avaliar a eficácia dessas ações. A organização deve estabelecer e implementar um processo de gestão de riscos sistemático para suas atividades de turismo de aventura.

O processo de gestão de riscos deve estabelecer o contexto das atividades, avaliar os riscos, abordar os riscos e deve ser documentado. O processo de gestão de riscos deve ser parte integrante do sistema de gestão da segurança do turismo de aventura da organização.

A organização deve determinar as questões internas e externas que são pertinentes para a sua finalidade e que afetam sua capacidade de alcançar os resultados pretendidos de seu sistema de gestão da segurança do turismo de aventura. O sistema de gestão da segurança do turismo de aventura da organização deve incluir: informação documentada requerida por esta norma; informação documentada determinada pela organização como sendo necessária para a eficácia do sistema de gestão da segurança do turismo de aventura.

A extensão da informação documentada de um sistema de gestão da segurança do turismo de aventura pode diferir de uma organização para outra devido: ao tamanho da organização e seus tipos de atividades, processos, produtos e serviços, à complexidade dos processos e suas interações, e à competência das pessoas.

A organização deve estabelecer e manter informação documentada para: descrever os principais elementos do sistema de gestão da segurança do turismo de aventura e a interação entre eles; e orientar sobre a respectiva informação documentada. A informação documentada inclui procedimentos e registros documentados.

A organização deve identificar situações de emergência potenciais e seus impactos, e estabelecer e manter planos e procedimentos de resposta. Deve assegurar a disponibilidade de serviços adequados, pessoas competentes ou outros recursos para implementar planos e procedimentos de resposta à emergência.

A organização deve analisar criticamente seus planos e procedimentos de resposta à emergência. Deve ter um procedimento para coletar de cada participante as seguintes informações mínimas: detalhes de identificação (por exemplo, número de identificação, nome completo); detalhes do contato de emergência (incluindo nome e meio de contato); assistência especial requerida; condições de saúde e condições médicas.

A organização deve coletar, armazenar e utilizar dados pessoais de acordo com os regulamentos e requisitos aplicáveis. Deve testar periodicamente seus procedimentos de resposta à emergência. Os resultados dos testes devem ser documentados.

Os participantes devem ser informados dos planos de resposta à emergência antes do início da atividade. A organização deve estabelecer e manter um processo sistemático e estruturado para a identificação contínua dos riscos para suas atividades de turismo de aventura.

Os procedimentos na identificação de risco devem incluir: as atividades rotineiras e não rotineiras; a competência do participante; as atividades supervisionadas e não supervisionadas, e os locais da atividade; as atividades de todo o pessoal (incluindo subcontratados, participantes e visitantes) que tem acesso aos locais de trabalho e das atividades de turismo de aventura; as instalações, vestuário e equipamentos utilizados nas atividades de turismo de aventura fornecidos pela organização, participantes e outras partes.


Baixe aqui infográfico disponibilizado pelo Sebrae com as etapas para obtenção da Certificação em Turismo de Aventura: Sistema de Gestão de Segurança.



A metodologia de identificação de risco deve: envolver os líderes e outras partes interessadas; ser consistente com a experiência operacional; seguir práticas atuais, aceitas para turismo de aventura. A organização deve analisar o risco considerando as causas e as fontes de risco, suas consequências positivas e negativas, e a probabilidade dessas consequências ocorrerem. Os controles existentes e sua eficácia devem ser levados em consideração.

A organização deve avaliar os riscos em relação aos critérios do processo de avaliação de riscos e identificar aqueles que requerem tratamento de risco. Para isso, deve-se identificar as responsabilidades, prazos, resultados esperados, recursos, medidas de desempenho e processos de análise crítica para tratamento de risco.

Para informações adicionais sobre os processos da gestão de risco, ver NBR ISO 31000. O intuito é harmonizar os processos de gestão de riscos em normas existentes e futuras. Ela fornece uma abordagem comum para apoio a normas que lidam com riscos ou setores específicos, e não substitui estas normas.

Fonte: Revista Adnormas  e SEBRAE 


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